1. Parte os ramos em bocados mais pequenos.
2. Com uma faca-de-mato lasca um ramo para obter acendalhas.
3. Coloca um penso-rápido no polegar direito.
4. Corta os troncos em bocados com menos de 50 cm de comprimento.
5. Desinfecta a ferida do pé esquerdo e coloca-lhe um penso.
6. Com as acendalhas obtidas no ponto 2, faz uma estrutura em pirâmide.
7. Por cima da pirâmide de acendalhas, coloca uma segunda pirâmide com os ramos partidos obtidos no ponto 1.
8. Volta a fazer a pirâmide que entretanto desabou.
9. Acende um fósforo.
10. Acende outro fósforo.
11. Evita dizer obscenidades
12. Acende mais outro fósforo, protegendo-o da brisa que sopra suavemente.
13. Aproxima o fósforo da pirâmide de acendalhas, incendiando-as.
14. Sorri de felicidade.
15. Com suavidade, sopra para a base da pirâmide, para dar mais força ao fogo.
16. Aplica pomada para queimaduras na ponta do nariz.
17. Sopra mais um bocado, mantendo uma distância de segurança entre o nariz e o fogo.
18. Suspira de alívio, enquanto as chamas se propagam.
19. Coloca mais ramos, um pouco mais grossos, em cima da pirâmide.
20. Tenta remediar o desabamento total da pirâmide que provocaste no ponto 19.
21. Agora que descobriste que se acabaram os ramos de dimensão média e que o fogo ainda não arde com segurança, vai ao mato procurar mais ramos.
22. Regressa em passo de corrida, pois já te afastaste da fogueira há tempo demais e entretanto começou a chuviscar.
23. Resmunga baixinho, perante o fogo apagado.
24. Repete os passos todos a partir do 9º, enquanto despejas discretamente para as acendalhas metade da garrafinha de álcool etílico que trouxeste para assar uma chouriça na tenda.
25. Aplica pomada para queimaduras na mão esquerda.
26. Muda-te para o outro lado da fogueira, para fugir ao fumo.
27. Volta para onde estavas.
28. Volta a mudar de posição.
29. Resigna-te com a atracção irresistível que o fumo parece ter por ti.
30. Coloca na fogueira os troncos mais grossos e refugia-te na tenda para escapar à chuva forte que entretanto começou a cair, estragando os planos de fazer serão.
Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
A Canjala
Para começar a postar, não poderia começar com nada mais nada menos que a Canjala! Por ser um local que frequento desde criancinha e conheço (quase) como a palma da minha mão.
Descrição: Dista a cerca de 90 Km a norte da cidade do Lobito, conhecida por durante a guerra civil, ter fases em que não se podia circular por lá, hoje é apenas conhecida por ser uma das etapas para a viagem do Lobito para o Norte, seja para Kuanza Sul ou Luanda.
Ao passar pela Canjala, as pessoas praticamente conhecem apenas a praça, a zona da administração e as bombas de combustível, mas desconhecem as belezas que são encontradas no seu interior. Desde quedas de agua (não muito impressionantes) no rio Balombo às savanas em contrastes com florestas mais fechadas e uma variedade animal enorme.
Seguro para os mais velhos e para os mais novos, desde que não se perca o bom senso, é um local bom para aproveitar a descansar e apreciar uma noites de estrelas como se vê em poucos sítios... Calma, o silêncio quase que nos trás dor de ouvidos, mas é uma das melhores partes da Canjala.

Aqui, vêm-se paisagens exuberantes como as montanhas ao fundo e o contraste verde-castanho das áreas mais húmidas e das mais secas na ponta do nosso nariz! Se quisermos e nos esforçarmos, sempre poderemos ver belos espécimes animais, como o Gulungo, a Gazela, a Kawita, Capotas, Rolas e outras espécies que sempre fazem-nos uma delicia ao gatilho.

Onde Ficar: Existem vários locais bons para acampar (Enviem-me um e-mail se quiserem dados mais detalhados)... Sempre se pode conseguir a autorização para acampar no terreiro da administração ou do Bar O Golfinho ou conseguir de algum fazendeiro de lá (que na sua maioria são muito receptivos) a autorização para montar campo dentro do seu terreno! Para os menos aventureiros, tem a hospedaria (passa a publicidade) “Casa das Sete Mulheres”(?), onde se pode ficar.
Outros conselhos: Se fores, antes de te pores a andar pelos matos, visita o Soba Regedor (Encontras-lhe sempre na administração e não te esqueças dos habituais presentes)e pede-lhe formalmente a autorização para estares por lá a passear... assim pelo menos o povo todo saberá que la estas e te ajudara quando for necessário.
Se fores no cacimbo, leva muito agasalho, porque as noites de lá costumam a ser frias, já no verão é outra historia.
Os pés devem estar sempre bem cobertos, só por questões de segurança... usa botas de preferência.
Não hás de querer perder:
- A “ponte alternativa” – é assim que a chamo por nem saber o nome. é tão desconhecida que nem no governo provincial ou municipal devem saber que existe... Só consegui saber, por meio dos mais idosos, que foi usada em tempo de guerra para expulsar o ocupador Sul-Africano
- O Morro da Administração – com uma vista boa sobre a estrada e arredores... tiram-se boas fotos daí.
- O Óleo de Palma da Canjala – quase uma obrigação comprar por ter fama de ser dos melhores que há.
- A vista do Mundambari – montanha que domina o centro da paisagem, com estoiras bonitas e contraditorias sobre o nome.
Visitem e aproveitem...
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